Comportamentos autolesivos não suicidas em estudantes universitários da América Latina: uma revisão da prevalência e fatores associados
DOI:
https://doi.org/10.57188/RICSO.2026.910Palavras-chave:
Comportamentos autolesivos não suicidas, estudantes universitários, prevalência, fatores associados, América LatinaResumo
A automutilação não suicida (AMS) tornou-se um problema crescente de saúde mental entre estudantes universitários, associado a dificuldades na regulação emocional e a vários fatores psicossociais. O objetivo deste estudo foi analisar as evidências existentes sobre a prevalência e os fatores associados à AMS entre estudantes universitários na América Latina. Para isso, foi realizada uma revisão narrativa da literatura, considerando pesquisas empíricas publicadas em bases de dados académicas que atendiam aos critérios de inclusão relacionados à população universitária e à avaliação de comportamentos de automutilação. Os resultados mostram que a prevalência da AMS é heterogénea, oscilando entre 7,14% e 30,9%, uma variação atribuível, em parte, às diferenças metodológicas nos instrumentos e critérios utilizados para sua medição. Da mesma forma, observou-se que esses comportamentos geralmente começam durante a adolescência e ocorrem com mais frequência em mulheres, além de estarem associados a variáveis psicopatológicas, como depressão, ansiedade e impulsividade. No geral, as evidências sugerem que o ANS funciona como estratégias de enfrentamento mal-adaptativas para o sofrimento emocional, cuja persistência na faculdade ressalta a necessidade de intervenções abrangentes. Conclui-se que é essencial fortalecer os mecanismos de detecção precoce, o atendimento psicológico e as políticas institucionais voltadas para o bem-estar dos estudantes.
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